O Acre mudou!

O Acre mudou!
29/07/2021

O Acre mudou!

 

O Acre vem passando por diversas transformações econômicas e culturais quando o tema é emprego. Números recentes mostram uma mudança no comportamento da população do estado com relação à sua carreira profissional.


Mais do que nunca, os acreanos buscam alternativas no empreendedorismo. Seja como via de complementação financeira ou como plano de carreira profissional, empreender se tornou palavra comum no vocabulário local.


Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), o Acre possui atualmente mais de 19 mil Microempreendedores Individuais (MEI). Quando comparado com os números levantados no ano de 2020, neste mesmo período, o estado apresentou um crescimento de 19% de MEI’s.


Dados do SEBRAE, no ano de 2020, mostram que o Acre possui 22.684 Microempresas (ME) e 1.564 Empresas de Pequeno Porte (EPP).
Há mais de 15 anos no Acre, o empresário Rodrigo Pires conta que a abertura do empreendedorismo individual foi uma grande mudança social que aconteceu no estado, ajudando a favorecer a população e a economia local.


“Os serviços de logística de entrega como Ifood e Uber eats, a reforma trabalhista, a ‘uberização’ e a criação do MEI foram fatores fundamentais para essas mudanças. Hoje o povo acreano está criando um espírito empreendedor", pontua Pires.


O empresário acredita que as pessoas buscam essas formas de trabalho, em aplicativos ou carreira individual, em muitos casos, como forma de renda complementar.


“Muitas vezes a pessoa tem um trabalho por afinidade, mas também tem uma outra atividade complementar no final de semana, como um carro para fazer o serviço de uber”, diz.

“Esse é o caminho para o futuro.”

De acordo com Pires, a população local tem observado que “cada vez menos são abertos editais de concursos públicos no estado e as pessoas já enxergam isso e não sonham tanto com esses concursos”.


O empresário defende, ainda, o hábito de comprar no comércio local. Segundo ele, quando a pessoa compra de produtores e comerciantes locais, faz com que o dinheiro circule na própria região e fortalece a economia do estado.


“Geralmente se valoriza comprar onde é mais barato, você quer economizar cada centavo da sua renda, só que o problema disso é que às vezes o dinheiro vai embora e você não tem um empregador para contratar o serviço da empresa que você trabalha” destaca Rodrigo.

Em momentos de crise, empreender pode ser uma alternativa

Rodrigo Pires finaliza dizendo que costuma aconselhar os mais jovens, que têm o sonho de construir um negócio, que é preciso coragem e persistência para empreender.


“No Brasil as burocracias ainda são muitas, mas, ter convicção do seu propósito de vida é o que vai te impedir de desistir, e saber o que vale a pena ou não vai te diferenciar. Estamos precisando de pessoas assim no Acre e no Brasil”, destaca.

 

“Retribuição é uma boa forma de fazer a diferença positiva na vida das pessoas, ainda que o ambiente seja desafiador, e ter convicção do seu propósito de vida é o que vai te impedir de desistir.”