“O socialismo não deu certo e o Acre tem o direito de buscar novos caminhos”, diz Rodrigo Pires

“O socialismo não deu certo e o Acre tem o direito de buscar novos caminhos”, diz Rodrigo Pires
10/08/2017

Por Rodrigo Pires

Em seu livro (Memória) “Peixe na Água”, Mario Vargas Llosa dá um testemunho de como o Peru veio se tornar um país liberal como é hoje. Nos anos 80, economistas jovens, dentre eles o filho do escritor, Álvaro Vargas Llosa, fizeram-se seguidores de Milton Friedman, Ludwig Von Mises e Friedrich Hayek. Introduziram as ideias desses notáveis economistas liberais no país.

O jovem economista Hernando de Soto – diz o prêmio nobel de literatura – um dos co-autores do livro “El otro Sendero”, cujo prólogo foi escrito por ele (Llosa), demonstrou em pesquisa exaustiva, que a economia informal, construída à margem da lei, era uma resposta criativa dos pobres às barreiras do Estado intervencionista (Socialista).

Essa pesquisa para o livro, dirigida pelo jovem economista Hernando de Soto, foi fundamental para promoção das ideias liberais no país. Para realização da pesquisa, Soto organizou em Lima, nos anos de 1979 e 1981, dois simpósios internacionais para os quais foram convidados os economistas Hayek, Friedman, Jean-François Revel e Hugh Thomas.

Conta-nos Vargas Llosa que em 28 de julho de 1987 assistia à televisão quando tomou conhecimento de um decreto de Alan Garcia que nacionalizava e estatizava todos os bancos, companhias seguradoras e financeiras do Peru. Contra esse ato de populismo socialista, escreveu um artigo em que dizia a Alan Garcia: “Você insiste em ser nosso Salvador Allende, ou pior ainda, nosso Fidel Castro”, quando poderia ser o Felipe Gonzales.

Decorrente desse artigo contra a estatização promovida por Garcia, Vargas Lhosa subscreveu um manifesto, por ele mesmo lido na televisão, que veio a empolgar o povo peruano, resultando na sua candidatura à presidência da república, sob o pálio de um programa liberal, no qual liderou as pesquisas até quase o final da eleição, vindo a perder para seu concorrente, Fujimori, político que se encontra atualmente preso por corrupção.

Em que pese Vargas Lhosa não ter ganho a presidência do Peru – teríamos perdido o escritor – deixou plantada uma semente, que hoje dá frutos abundantes. O Peru é presidido pelo economista Pedro Pablo Kuczynski Godard, de centro direita e liberal, homem de profunda convicção católica – consagrou seu país ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria – liderando a nação com muita habilidade. O Produto Interno Bruto (PIB) do Peru registrou crescimento de 4,42% no primeiro trimestre desse ano.

No Acre já vivemos sob um modelo socialista de governo há quase 20 anos. Esse modelo não funciona nem aqui e nem alhures. Depois dessa tentativa de governo socialista, de quase uma vintena de anos, o legado é desanimador. Noventa mil pessoas desempregadas. Mais de duas mil empresas fechadas. Empresas estatais deficitárias e servindo de cabide de emprego. A principal rodovia do Estado (BR-364) praticamente destruída. Insegurança absoluta.

Criminalidade crescente. A maior população carcerária do Brasil, proporcionalmente. Um Estado endividado. Falta de perspectivas para os jovens que saem das faculdades. Desânimo!

Que o socialismo não dá certo, já o dizia o economista liberal, prêmio nobel de literatura, F.A. Hayek, em “Os Erros Fatais do Socialismo”: “Assim, é impossível, com efeito, alcançar os objetivos e executar os programas socialistas; e também acontece eles são, como que de brinde, logicamente impossíveis. (…) “Seguir a moralidade socialista destruiria grande parte da humanidade presente e empobreceria o resto”.

Insistir no que se sabe não dar certo é burrice! Miremo-nos no exemplo da Venezuela! O Acre tem o direito de ser feliz! Buscar novos caminhos!

O Instituto Liberal Acreano (ILAC) vê se concretizando um Acre do futuro (liberal) com entusiasmo. Começam a despontar, em âmbito estadual, líderes de diversas frentes de trabalho para uma aliança liberal. Rodrigo Pires e Gladson Cameli sabem conduzir isso (um projeto liberal) com maestria, pois, ambos têm perfil conciliador, e não querem falar de cargos; mas de ideias.

O primeiro, administrador de empresas pela Fundação Getúlio Vargas, empresário, cuja família está estabelecida no Acre há mais de 40 (quarenta) anos, dedicada à iniciativa privada, com experiência de intercâmbio no Vale do Silício (EUA), tendo sido premiado pela Presidência da República com o melhor projeto na Região Norte de combate à fome em 2012, fluência em inglês, agora, à testa de um partido liberal (PSL/LIVRES).

O segundo, de tradicional família de empresários, político jovem, mas já experiente, exercendo uma nobilíssima legislatura (Senador da República, pelo PP), tornando-se o político mais votado da História do Acre em 2014, quando foi eleito Senador da República.

Ambos têm currículo para liderarem um projeto diametralmente oposto ao que vem sendo tentado (socialismo), há vinte anos, implantando no Estado os valores do livre mercado, da iniciativa privada e do empreendedorismo, fazendo com que o Acre seja um Estado de proprietários/empresários, e não de funcionários públicos.

Viva o liberalismo!

Instituto Liberal Acreano – ILAC

Fonte: Folha do Acre