Patrulha Rural: produtores e instituições discutem alternativas de segurança no campo

Patrulha Rural: produtores e instituições discutem alternativas de segurança no campo
11/09/2021

Produtores e representantes de instituições de várias esferas se reuniram nesta sexta-feira, 10, para discutir diversas alternativas para trazer segurança no campo. Mobilizados pelo Projeto de Lei (PL) que pretende instituir a Patrulha Rural no Acre, de autoria da própria classe, os trabalhadores rurais explicitaram os problemas constantes que afetam os moradores das comunidades rurais do estado aos membros do Comando-Geral da Polícia Militar (PM-AC) na sede da instituição, no Centro da capital.

O encontro é resultado dos encaminhamentos da Audiência Pública sobre o PL realizada no domingo, 5, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (Fepac). Além dos membros da entidade, produtores rurais e PM-AC, participaram da nova reunião integrantes das secretarias de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Produção e Agropecuária (Sepa), grupo Mercado do Boi, Acre 2050 e o deputado estadual Pedro Longo (PV), que traçaram propostas conjuntas para solucionar as questões.

Um dos autores do Projeto de Lei da Patrulha Rural, o produtor Rodrigo Pires comentou que existem inúmeros relatos de moradores de ramais sobre a cobrança de tarifas por parte de organizações criminosas para que eles possam produzir. “O homem do campo não está em paz. Agora ele precisa pagar uma espécie de pedágio. Quase 50 mil pessoas vivem diretamente da pecuária no Acre, precisamos extinguir isso agora. É necessário inibir o crescimento da criminalidade no campo”, falou.

De acordo com o pecuarista Jorge Neto, morador da Estrada Transacreana, os moradores da Rodovia AC-90 só tiveram segurança de fato após a implantação de patrulhamento temporário, que já não existe mais. Ele afirmou que há décadas a localidade é desassistida pelas forças da Segurança Pública. “ Depois da chacina do ramal no quilômetro 100, botaram uma patrulha diária e a criminalidade diminuiu. Mas ela foi retirada e os bandidos voltaram a agir. Retornamos para a estaca zero”, disse.

Secretário de Justiça e Segurança Pública, Paulo Cézar dos Santos garantiu que a pasta usará a tecnologia para garantir a integridade dos moradores e propriedades rurais. “Isso pode ser melhorado com cerco eletrônico nas principais vias do estado, já está licitado para Capixaba, Plácido de Castro e Acrelândia. Com disponibilidade de emendas, levaremos essa tecnologia ao campo. Nossa pasta tem 56 caminhonetes empenhadas para colocar nestas áreas, mas as indústrias estão com atraso de produção”.